
Marcelino e Pedro, mártires, Memória
9ª Semana do Tempo Comum - 02/06/2026 Terça-feira (Ano A - Par)
Conheça a história de São Marcelino e São Pedro
Primeira Leitura (2Pd 3,12-15a.17-18)
Leitura da Segunda Carta de São Pedro
Caríssimos:
12Esperais com anseio a vinda do Dia de Deus,
quando os céus em chama se vão derreter,
e os elementos, consumidos pelo fogo, se fundirão?
13O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa,
são novos céus e uma nova terra,
onde habitará a justiça.
14Caríssimos,
vivendo nesta esperança,
esforçai-vos para que ele vos encontre
numa vida pura e sem mancha e em paz.
15aConsiderai também como salvação
a longanimidade de nosso Senhor.
17Vós, portanto, bem-amados,
sabendo disto com antecedência, precavei-vos,
para não suceder que,
levados pelo engano destes ímpios,
percais a própria firmeza.
18Antes procurai crescer na graça e no conhecimento
de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.
A ele seja dada a glória,
desde agora, até ao dia da eternidade. Amém.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Responsório ()
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!
2Já bem antes que as montanhas fossem feitas +
ou a terra e o mundo se formassem,
desde sempre e para sempre vós sois Deus.
3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal,
quando dizeis: 'Voltai ao pó, filhos de Adão!'
4Pois mil anos para vós são como ontem,
qual vigília de uma noite que passou.
10Pode durar setenta anos nossa vida,
os mais fortes talvez cheguem a oitenta;
a maior parte é ilusão e sofrimento:
passam depressa e também nós assim passamos.
14Saciai-nos de manhã com vosso amor,
e exultaremos de alegria todo o dia!
16Manifestai a vossa obra a vossos servos,
e a seus filhos revelai a vossa glória!
Evangelho (Mc 12,13-17)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo:
13As autoridades mandaram alguns fariseus
e alguns partidários de Herodes,
para apanharem Jesus em alguma palavra.
14Quando chegaram, disseram a Jesus:
'Mestre, sabemos que tu és verdadeiro,
e não dás preferência a ninguém.
Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem,
mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus.
Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César?
Devemos pagar ou não?'
15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu:
'Por que me tentais?
Trazei-me uma moeda para que eu a veja.'
16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou:
'De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?'
Eles responderam: 'É de César.'
17Então Jesus disse:
'Dai, pois, a César o que é de César,
e a Deus o que é de Deus.'
E eles ficaram admirados com Jesus.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós Senhor
São Marcelino e São Pedro
Mártires (+304)
Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou.
Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.
Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.
Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.
Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.
Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.
Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.
fonte: http://comeceodiafeliz.com.br/santo/02-06
